Vila do Conde com 173 casos ativos de Covid-19

A autarca Elisa Ferraz promoveu esta quarta-feira uma conferência de imprensa por causa dos surtos de Covid-19 existentes em Vila do Conde. À hora em que aquela decorria, perto do meio-dia, existiam no concelho 173 casos ativos de infetados com o vírus que causa a doença. E sublinhe-se àquela hora, porque antes de começar o encontro com os jornalistas, ao final da manhã, o número era superior, estava nos 215, explicou o vereador Paulo de Carvalho, avançando com uma atualização que revela 42 recuperados nas últimas horas.

Ainda assim, o número é elevado e Elisa Ferraz anunciou uma novidade: os centros de convívio que iam abrir no próximo sábado vão ficar mais 15 dias de portas fechadas, de acordo com a recomendação da Autoridade de Saúde que já tinha proibido as visitas aos lares de idosos. Outra medida a tomar, de imediato, será a intensificação pelas autoridades policiais da ocupação de esplanadas e de espaços semelhantes.

Elisa Ferraz, questionada pela Onda Viva, explicou ainda que não se pensa em cancelar feiras como a semanal, que se realiza à sexta na cidade, porque existe um plano de contingência que assegura as condições de realização.  A autarca entende que, de uma maneira geral, nos espaços de entidades públicas as pessoas têm procurado resguardar-se, mas o mesmo já não se passará nas interações familiares.

Sobre a origem dos surtos, os casos em Guilhabreu e Mindelo terão, em grande medida, ligação ao contágio que sofreu o pároco, mas antes disso houve a situação na fábrica de conservas Gencoal, nas Caxinas, entretanto controlada, mas que poderá ter originado outras cadeias de transmissão. Elisa Ferraz aproveitou também para desmentir quaisquer atritos com presidentes das Juntas de Freguesia, que apelidou de “parceiros”, tal como são as Conferências Vicentinas, as Instituições Particulares de Solidariedade Social e as escolas, por exemplo. Dito isto, a presidente da Câmara não deixou fugir a oportunidade para dizer que os órgãos autárquicos não têm de possuir dados nominais dos infetados.

Aliás, nos dados disponibilizados pela Direção Geral de Saúde são relevados os números por localidade, mas quando essa fasquia é inferior a três situações, os doentes entram numa categoria global denominada “outros”, precisamente para salvaguardar a identificação. Elisa Ferraz acrescentou que a Câmara mantém em vigor, para afetados pela pandemia, o programa intitulado “Estamos aqui” e que pode fornecer ajuda psicológica, alimentar e até verbas para questões especifícas. A autarquia está também pronta a reativar, se for necessário, o sistema de camas complementares ao Serviço Nacional de Saúde. Finalmente, a edil volta a apelar a colaboração dos cidadãos na abordagem à pandemia e, sobretudo, aos infetados que cumpram as regras decretadas pela Autoridade de Saúde. 

Jornalista Onda Viva

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