Renovação da Concessão da Solverde na Póvoa de Varzim Poderá Estar em Risco

O jornal digital Dinheiro Vivo assinalou numa notícia publicada no passado Sábado que Stanley Ho, empresário do jogo e accionista do Grupo Solverde, poderá não renovar as concessões relativas à exploração de jogo no Estoril e na Figueira da Foz durante o próximo ano civil. As duas concessões expiram em 31 de Dezembro de 2020, e as alterações relativas ao licenciamento e administração dos jogos de sorte e azar em Portugal estão na origem da insatisfação sentida pelo empresário chinês, que tem fortes ligações a Portugal e Macau e que gere 11 dos principais estabelecimentos de jogo portugueses.


O Grupo Solverde está também encarregue da administração do Casino da Póvoa, cujo funcionamento pode ser altamente afectado caso exista uma mudança de planos no que toca às concessões do Estoril e da Figueira da Foz. Se se verificar a saída de Stanley Ho, várias problemas corporativos e financeiros podem ‘bater à porta’ do Casino da Póvoa, ainda que a concessão da Solverde na Póvoa de Varzim não expire já no próximo ano civil. Em 2019, o Grupo Solverde sofreu fortes quebras de lucro na ordem dos 1%, que estão intimamente relacionados com a cada vez menor popularidade dos serviços territoriais de jogos e azar em Portugal. Stanley Ho e a restante equipa do Solverde têm tido dificuldades em competir contra os serviços digitais análogos, que como o Brasil online casino têm atraído cada vez mais clientes. O Casino da Póvoa foi um dos estabelecimentos mais afectados pela nova tendência de jogo em Portugal, apresentado lucros de apenas 34,1 milhões, naquela que representa uma quebra percentual de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado.


Apesar de os números se apresentarem poucos promissores, não faltam investidores interessados prontos a agir caso se verifique a retirada de Stanley Ho. O vice-presidente do Grupo Solverde, Mário Assis Pereira, poderá ser chamado a liderar a gestão administrativa, sendo o sucessor lógico em vista. No entanto, Assis Pereira ainda não comentou uma eventual promoção a presidente da Solverde.


Quem já divulgou o interesse num possível investimento futuro foi a Amorim – Entertainment e Gaming International, uma sociedade económica liderada por Jorge Armindo que detém 32.67% das acções do grupo Estoril Sol e que tem hipótese de se tornar numa das maiores administrações de jogos de sorte e azar em Portugal, caso uma eventual saída de Stanley Ho se verifique. Ainda assim, a Amorim referiu que não se deram até ao momento quaisquer tipo de contactos oficiais que apontem neste sentido, revelando que “a concessão do Estoril não é um assunto que tenha sido discutido com Stanley Ho”.


Ainda que pertença ao Grupo Estoril Sol, o Casino da Póvoa é concessionado pela empresa Varzim-Sol e encontra-se em actividade desde a década de 1930. Neste momento, o futuro do estabelecimento permanece incerto, mas é praticamente certo que uma eventual mudança não ocorra antes do final do ano de 2020. A concessão actual do Casino da Póvoa, que envolve os supracitados Stanley Ho e Jorge Armindo da Amorim, não sofreu alterações desde a sua primeira emissão em 2001.

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