Morte de peões no passeio: já há sentença

Passaram mais de dois anos, mas só ontem o Tribunal sentenciou o caso do jovem que conduzia um carro que se despistou na Avenida Infante. D. Henrique, em Vila do Conde e apanhou um casal que seguia no passeio na marginal um pouco a sul das instalações do Formar. Os peões, um homem com 25 anos e uma mulher com 19, tiveram morte imediata.

O julgamento sucedeu em Matosinhos e a pena aplicada ao condutor, Rui Dias, foi de três anos de prisão, mas o coletivo decidiu suspender a sua aplicação por igual período e introduzir uma sanção acessória: a proibição de condução durante dois anos. Segundo a imprensa desta manhã, o tribunal deu como provado que o automobilista, com 23 anos de idade, seguia a uma velocidade superior à permitida em meio urbano – 50 quilómetros por hora –  e que a morte dos dois peões “”foi consequência da atuação do condutor”. Mas os juízes consideram que o acusado cometeu dois crimes de homicídio por negligência – mas não por negligência grosseira, como defendia o Ministério Público. Desconhece-se, para já, se a procuradoria vai recorrer.

Refira-se que, na noite do desastre, o automobilista não acusou álcool no sangue, ficou em “pânico” e continuou no local. E sempre alegou não saber como é que o carro fugiu em direção ao passeio onde estavam os dois jovens, em férias nas Caxinas, e que naquela madrugada faziam o trajeto a pé no sentido Póvoa de Varzim – Vila do Conde. Isto na madrugada de 19 de julho de 2017. Sónia Pereira e Vítor Fernandes, ambos residentes no concelho de Guimarães, foram projetados mais de 25 metros  tendo sido reconhecido o óbito dos dois no local onde desde então pontifica um pequeno memorial com fotografias do casal, flores e velas.

Jornalista Onda Viva

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