Empresa selada por ordem judicial

A têxtil Azincon, que em agosto entrou em processo de insolvência, foi selada por ordem judicial, de modo a garantir integridade do recheio, informou uma representante dos trabalhadores. A medida permitirá ao administrador de insolvência encetar as diligências para salvaguardar o património, nomeadamente as máquinas de trabalho, e aferir as condições que conduziram à falência da empresa vilacondense. O administrador teve a colaboração de funcionárias para catalogar as máquinas, tendo também permitido que resgatassem os objetos pessoais que ainda se encontravam dentro das instalações. Carina Ferreira, porta-voz dos trabalhadores, considera que está em causa uma “insolvência danosa” e espera que o “tribunal faça justiça”, considerando que “não se podem repetir situações como esta em que mais de 130 trabalhadores vão para o desemprego”. A situação da Azincon foi inicialmente denunciada pelo PCP, que revelou que os trabalhadores, na maioria mulheres, não tinham recebido os salários de julho e agosto e as respetivas indemnizações. O BE instou o Governo a tomar “medidas urgentes” para apoiar os despedidos. A Câmara de Vila do Conde, após uma reunião com um grupo de trabalhadores e representantes do Instituto de Emprego e Formação Profissional, garantiu apoio social e a criação de uma linha especial de atendimento. O grupo parlamentar do PS anunciou que vai averiguar “a legitimidade e boa-fé do processo de insolvência” da empresa. Para o dia 7 de outubro está agendada uma assembleia de credores.

Jornalista Onda Viva

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