Como tratam o Covid-19 lá fora (Taiwan)

Lá fora, o melhor exemplo de resposta à pandemia é, sem dúvida, o de Taiwan, que mesmo ao lado da China tinha previsões de vítimas feitas por diversas universidades de renome que colocavam Taiwan como o segundo país mais afetado logo a seguir à China.

Para contrariar tal cenário, o governo de Taiwan, resolveu desde muito cedo impor restrições de viagens, quarenta e o uso de máscaras obrigatório.

Quando em finais do ano passado, ainda a máquina de propaganda de Pequim dizia que estava tudo controlado em Wuhan e os responsáveis da Organização Mundial de Saúde, como bom servos obedientes, anunciam que tudo não passava de um surto local devidamente controlado pela China, o Governo de Taiwan manda os seus próprios peritos ao terreno verificar a situação.

Ainda em Dezembro, todos os passageiros de vôos provenientes da China tinham a sua febre medida e quem apresentava sintomas de gripe seguia para quarentena.

Quando os peritos que tinham sido enviados para Wuhan regressam, os seus relatos contrariam a versão da China e da OMS, afinal as coisas estavam tão más, o cenário era tão horrível que imediatamente a seguir ao seu regresso são tomadas medidas de restrição de viagens, quarentena e uso obrigatório de máscara. 

Estávamos ainda no início de Fevereiro e as viagens de e para a China são proibidas e de seguida são fechadas as fronteiras. Em Taiwan apenas entram os seus emigrantes regressados e, todos sem excepção, são sujeitos a quarentena com monitorização permanente por parte do Governo.

As máscaras são desde início, de uso obrigatório, e Taiwan, à semelhança de grande parte do mundo, dependia fortemente de importações para fazer face à falta destes equipamentos. Os seus governantes ao contrário dos de Portugal, em vez de mentir aos seus cidadãos, e dizer que as máscaras não tinham importância para controlar a propagação do vírus, assumiram controlo da produção de máscaras, converteram fábricas para responder à demanda e asseguraram a distribuição das mesmas à população em geral.

Finalmente, os cenários negros previstos por diversos técnicos não se verificaram em Taiwan e tal se deve somente ao esforço do seu governo que, ao invés de esperar para agir ou inclusive de seguir as parcas e contraditórias recomendações da OMS resolveu pôr os seus cidadãos em primeiro lugar e agir.

Os números hoje de Taiwan, provam isso mesmo, 5 mortos até hoje e 373 casos confirmados, e para aqueles que dizem que estes números só são possíveis porque se trata de uma ilha, olhem para a Austrália, uma ilha com sensivelmente o mesmo número de habitantes, uma densidade populacional muito inferior e com muito menos laços com a China  mas que apresenta já 40 mortos e 5.797 infectados.

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