Chuva, vento e jacintos-de-água culpados pela contaminação Categoria: Notícias Regionais

Uma “conjugação de fatores naturais atípicos” foi a explicação dada pela Câmara da Póvoa de Varzim para a contaminação microbiológica da água do mar nas praias urbanas do concelho. Segundo a autarquia explicou ao final do dia de sexta-feira, no momento em que Agência Portuguesa de Ambiente recolheu amostras nas praias da região, em 17 de agosto, verificou-se “precipitação intensa e ventos fortes do quadrante sul, a que se juntou uma agitação marítima que alterou as correntes dominantes e que teve impacto na manutenção da qualidade das águas balneares”. A estes fatores, que segundo a edilidade foram “determinantes” para que os valores microbiológicos registados ficassem acima dos parâmetros de referência, forçando as autoridades a decretar a interdição a banhos, soma-se a presença excecional da planta jacintos-de-água nos areais. “Sendo uma espécie de água doce, a presença nas nossas praias só se explica por ter sido arrastada pelas correntes. Esta é, aliás, uma espécie fortemente identificada no rio Ave”, explicou o município em comunicado. Na mesma informação enviada à imprensa, a autarquia garante que foi feita uma avaliação pormenorizada ao sistema de drenagem de águas pluviais que, durante o período de verão, fica ligado através de sistemas de bombagem à rede pública de saneamento, assegurando que “não foi registada qualquer anomalia ou transvase para o oceano”. Os responsáveis camarários conluíram que “uma conjugação natural de todos os dados enunciados ajudará a explicar este fenómeno atípico e a identificar a origem do problema”.

Jornalista Onda Viva

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