Barco está quase a ir ao fundo

Pode estar iminente um problema ambiental grave em Vila do Conde, mais propriamente no rio Ave junto aos estaleiros por causa de uma embarcação que está encostada ao cais, mas em estado tão degradado que corre o risco de se afundar. O caso foi tornado público pelo presidente da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar que revelou ter recebido um pedido do estaleiro para efetuar diligências. Face ao apelo, José Festas foi registar a situação do barco e anexou fotografias a diversos ofícios que enviou para várias entidades, por correio eletrónico,  para ver se o caso é resolvido de uma vez por todas.  Segunda conta, até agora a Docapesca e o comandante da capitania tem justificado que o assunto que não é da sua competência uma vez que o barco está no cais por ter sido associado a uma operação anti-droga. José Festas foi então foi então bater à porta do tribunal, mas também aí não teve sucesso, daí ter decidido denunciar publicamente a situação e alertar que  e o “barco azul”, como é denominado pela comunidade piscatória, for ao fundo vai causar um problema ambiental complicado no imediato e implicar um regaste dispendioso, quando agora a solução seria relativamente simples: colocá-lo em terra. O Jornal de Notícias aborda hoje esta questão e refere que o barco é o “Kymothoi” que  tem 24 metros, e está há quase três anos a apodrecer em Azurara. Foi apreendido em 18 de maio de 2017 numa operação ligada ao tráfico de droga. Ao que escreve o JN a Docapesca é a fiel depositária do bem, mas nada referiu sobre o assunto quando confrontada pelo matutino. Como o barco reverteu a favor do Estado após a condenação do capitão (envolvido no processo de um outro barco) foi colocado à venda pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça com uma base de licitação de 20 mil euros, mas não apareceram interessados face à degradação que apresenta. Ao JN o comandante Marques Coelho referiu que já reforçou o aviso à Docapesca de que “em caso de afundamento – e há esse risco – pode levar outras embarcações com ele”.

Jornalista Onda Viva

Anterior

Mudam horários do Mercado, dos cemitérios…

Próximo

Cancelamento implícito de grandes eventos de multidão na Póvoa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *