12 mil estão contra a demolição da Praça de Touros

Doze mil duzentos e setenta e duas, 12272 é o número certo das assinaturas foram recolhidas numa petição na Internet contra a demolição da Praça de Touros da Póvoa de Varzim. O Clube Taurino Povoense, que promoveu o abaixo-assinado, refere, em comunicado enviado à Onda Viva, que a petição já foi entregue ao presidente da Assembleia Municipal, acompanhada de uma carta que também fizeram chegar à nossa redação. Nessa missiva, os promotores, que se definem como “responsáveis associativos pela preservação da memória histórica da Cultura Tauromáquica que sempre a nossa Cidade e Concelho acarinhou e desfrutou”, argumentam que a petição “mais não é que um sinal de indignação e repulsa, um alerta, um sinal de alarme, pelos soezes ataques, despudoradas mentiras e impensável ignorância, comportamentos que levaram uma maioria dos representantes politico/partidários de diferentes quadrantes, com assento na Assembleia Municipal que V.Exª. Preside, a votarem uma decisão que atenta contra a Liberdade e o Gosto da maioria dos Poveiros, e não só”. Um “ataque” que, no entender dos subscritores, “o tribunal já confirmou ser ilegal e até inconstitucional”. Vou continuar a citar: “Um golpe de mão, executado à traição, sempre escondido dos Poveiros nas declarações públicas antes das eleições. Muito pelo contrário. Na altura da captação de votos, era até renegada a ideia, sendo este classificado histórico Património Municipal até apontado como “uma mais valia na animação turística”, uma “referência no panorama tauromáquico nacional e internacional”, fim e citação. Ao presidente da assembleia, Afonso Pinhão Ferreira, que é apontado “como homem de bom gosto, amante da Arte e da Cultura, responsável máximo pelo Poder Local na Póvoa de Varzim”, é pedido que atue “como Provedor da Liberdade e Memória histórica e cultural da Póvoa e dos Poveiros.
O presidente da Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim já respondeu. Afonso Pinhão Ferreira, antes de mais, garante que vai dar conhecimento do facto ao líder do executivo, Aires Pereira, aos deputados municipais e aos presidentes das Juntas de Freguesia que, por inerência, têm assento na assembleia municipal. Mas no ofício de resposta, Afonso Pinhão Ferreira considera o documento “ofensivo” quando “incrimina responsáveis autárquicos de usarem inverdades” e  ao sugerir que “ quase a plenitude do plebiscito a que presido, com a exceção de dez, sejam incapazes de decidir refletidamente”. Sobre a questão da transformação da Praça de Touros na Póvoa Arena “os deputados eleitos livremente pelos poveiros” votaram “livre, refletida e afirmativamente” e recusa, como sugere a carta do Clube Taurino, que a decisão posso atentar contra a liberdade dos poveiros. O Presidente da Assembleia Municipal não considera que “o Património Municipal fique afetado artisticamente com a demolição da Praça de Touros, dado tratar-se de um edifício igual a tantos outros existentes no país em localidades onde as touradas foram de facto referência”. Já “o projeto do novo empreendimento salvaguarda arquitetonicamente a referência identitária da Praça de Touros da Póvoa de Varzim”, frisa Afonso Pinhão Ferreira.

Jornalista Onda Viva

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