Ex-trabalhadores de têxtil querem 3 milhões na posse de banco

Ainda não terminou a luta dos antigos trabalhadores da antiga Sociedade Industrial de Mindelo, em Vila do Conde, apesar da falência da têxtil ter sido decretada em 1996, há 23 anos. 

Há novidades sobre acesso a mais dinheiro, mas primeiro há que enquadrar a longa história do processo em curso: quando finalizou o percurso da falência no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, os funcionários receberam uma parte de indemnizações a que teriam direito, mas só uma parte (80 por cento) porque a venda de património não chegou para tudo e houve mais credores a reclamar. No meio desse processo complexo três milhões de euros resultantes da venda de maquinarias e materiais ficaram sempre nas mãos da Caixa Geral de Depósitos e é esse bolo que os trabalhadores dizem ter direito, acusando a entidade bancária de enriquecimento ilícito. Os operários juntaram-se e contrataram advogados para colocar uma ação, mas, mais à frente, o Tribunal da Relação do Porto esclareceu que a reivindicação do dinheiro em causa só podia ser feita pelo gestor da massa falida. Todavia, Alberto Lopes já tinha encerrado o caso Mindelo e disse aos trabalhadores que só arriscava um processo contra a Caixa geral de Depósitos  se tivesse um parecer jurídico a sustentar uma vitória judicial. 

E é aqui que há novidades uma vez que um professor catedrático já deu a primeira vista de olhos ao processo e chegou à conclusão que necessita de mais documentos, contou à Onda Viva. Fernando Gomes um dos trabalhadores que tem reclamado a verba. O trabalhador faz questão de dar pública nota do que está a suceder embora, neste processo, tenha o mesmo papel dos demais funcionários que pagaram aos advogados. Ainda assim, solicitou o apoio da Câmara de Vila do Conde até porque no horizonte está a realização de um plenário com todos e é necessário um espaço para acolher os eventuais 480 interessados.

Os operários, muitos deles já com idade avançada, temem que o caso prescreva ou se arraste por muito mais tempo e acabem por não usufruir dos três milhões  que reclamam estar indevidamente na posse da Caixa Geral de Depósitos.

Josiane Alves

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